Ah, que dia feliz!
Música de Natal tocando, chuvinha fina lá fora, o cheirinho da madeira queimando na lareira enquanto na sala ouvem-se risadinhas, animação e expectativa enquanto montamos nossa árvore de Natal. E por alguns minutos, observo meu filhos e penso “ah, que dia feliz na casa da família Schulze”.
Porque por anos e anos sonhava com o dia no qual teria minha casinha, e minha árvore de Natal e meus filhinhos para ajudar a montá-la. E não importa se a realidade não é como os filmes de Hollywood nem os comerciais de margarina. Não importa se o cd com músicas natalinas de vez em quando dá uma engasgada porque um menininho com a mão suja de nutella insistiu em ajudar a colocar o cd no aparelho. Também não importa se, entre uma e outra risadinha, sai um gritinho ou um chorinho porque “eu queria colocar aquela bolinha e o fulan
o pegou”.
Tão pouco importa que a árvore de Natal está quase escondida no meio da pilha de brinquedos e nem que não moramos na casa que seria perfeita, que vi numa foto dessas revistas.
Porque uma foto pode parecer perfeita, mas ela não tem vida. E onde há vida, há também desafios e dificuldades. Onde há vida, existe gritinhos e chorinhos “porque eu que queria pendurar a bolinha vermelhinha”. Porque onde há vida, tem pratos sujos na pia e cd marcado de nutella. E onde há crianças, tem brinquedos que quase escondem a árvore e marcas de giz pelas paredes.
Sempre sonhei em ter minha casinha, nossa árvore de Natal, nossa família e nossos filhinhos pra ajudar a montá-la. Junto, vieram os brinquedos, a Nutella, as briguinhas por coisas bobas e pilhas de roupa pra lavar.
Ainda assim, paro e suspiro: “ah, que dia feliz na casa da família Schulze” Não trocaria tudo isso por nada!




Gosto de muitas coisas, mas minha verdadeira paixão encontrei quando me tornei mãe! Sou jornalista formada pela PUC do Paraná e sou Curitibana, mas moro desde 2003 em Atlanta... 